Somos caseiros, sim.
Por isso, não leve tão a sério o que está escrito, é apenas
uma descrição do que eu, e creio que muitos outros, sentimos. Sei que tudo é
uma questão de necessidade, fase e desejo. A nossa se resume em sermos pessoas
caseiras.
Nós amamos ficar em casa de pijama, lendo um livro
interessante deitado na cama, do best-seller ao técnico, assistir a algum filme
ou série que veio das indicações dos amigos ou até mesmo das pessoas que são
presentes na vida virtual, escutar música sozinho, criar danças ridículas, pensando
no nada ou nos “se” da vida. Gostamos de tudo isso, do fútil ao cult.
A companhia pode ser somente a nossa própria, a de um amor
para trocar beijos e carinhos, de amigos para dar boas risadas ou simplesmente
das variadas bebidas. Não é só balada que possui seu próprio cardápio. Tudo
depende do humor: pode ser um chocolate quente, chá, café, mas, muitas vezes,
optamos por um ótimo vinho. Nada exagerado, convenhamos, só para chegar ao
ponto de uma leve alegria. O clima e o tempo também não interessam muito, mesmo
eu tendo certo gosto por madrugadas frias e chuvosas, vejo-as sempre tão
inspiradoras e fora do cotidiano.
Eu gosto de tudo isso – é a escolha que eu fiz e a qual
todos os outros que permanecem em casa fizeram. Não tenho nada contra as pessoas
que frequentam festas todo final de semana, muito menos inveja. Mas, sei lá...
Eu tenho preguiça das filas, apertos e pessoas. Prefiro mais o meu canto, a
minha balada; enrolado em um edredom fazendo o que realmente me dá prazer. Um
orgulho em falar que sou caseiro... só isso.
