A balada é na minha cama!



     Somos caseiros, sim.
     Por isso, não leve tão a sério o que está escrito, é apenas uma descrição do que eu, e creio que muitos outros, sentimos. Sei que tudo é uma questão de necessidade, fase e desejo. A nossa se resume em sermos pessoas caseiras.
     Nós amamos ficar em casa de pijama, lendo um livro interessante deitado na cama, do best-seller ao técnico, assistir a algum filme ou série que veio das indicações dos amigos ou até mesmo das pessoas que são presentes na vida virtual, escutar música sozinho, criar danças ridículas, pensando no nada ou nos “se” da vida. Gostamos de tudo isso, do fútil ao cult.
     A companhia pode ser somente a nossa própria, a de um amor para trocar beijos e carinhos, de amigos para dar boas risadas ou simplesmente das variadas bebidas. Não é só balada que possui seu próprio cardápio. Tudo depende do humor: pode ser um chocolate quente, chá, café, mas, muitas vezes, optamos por um ótimo vinho. Nada exagerado, convenhamos, só para chegar ao ponto de uma leve alegria. O clima e o tempo também não interessam muito, mesmo eu tendo certo gosto por madrugadas frias e chuvosas, vejo-as sempre tão inspiradoras e fora do cotidiano.
     Eu gosto de tudo isso – é a escolha que eu fiz e a qual todos os outros que permanecem em casa fizeram. Não tenho nada contra as pessoas que frequentam festas todo final de semana, muito menos inveja. Mas, sei lá... Eu tenho preguiça das filas, apertos e pessoas. Prefiro mais o meu canto, a minha balada; enrolado em um edredom fazendo o que realmente me dá prazer. Um orgulho em falar que sou caseiro... só isso.