Perdi
o sentido de mim ao ouvir o nosso desfecho, com suas lágrimas borradas de
maquiagem e eu tendo que ser firme para escutar todas as suas palavras. Não
tinha o que fazer. Foi a primeira vez que eu não sabia o que fazer. Por um
tempo eu fiquei inabitado, liguei para todos os telefones possíveis, até para a
mercearia. Ninguém me atendeu. Você era a responsável por me atender. Chorei
tudo que eu tinha dentro de uma sala, a qual nos beijamos algum tempo atrás.
Mas não adiantou: as lágrimas não se despedem. Não de uma forma tão rápida.
Fim.
Tudo
acabou. Nada de filmes, a série favorita será assistida sozinha, os planos
serão rascunhos de um papel e o chá será feito apenas para uma caneca. O tudo é
o Nada. Um vazio incompreensível. A pessoa que quebrou todos os meus muros será
a que fará eu construí-los novamente. Neste momento, eu prefiro que tirem a minha
vida de uma forma rápida do que ter a minha alma morrendo aos poucos.
Por
um fio.
Eu
estou desacreditado com o amor, meu coração está de luto e minha alma virou meu
próprio túmulo. Aos poucos, a história, o sonho e os desejos mútuos serão
apagados, mas até lá irei me culpar, procurando a justificativa de um erro em
mim. Um erro que talvez nunca tenha existido.
Acabou
e pronto.
A
mim? Eu viverei por um tempo em um hiato da minha própria vida. Sentindo que
tudo parou, menos o mundo... e ele era o que eu mais queria que tivesse parado,
respeitando a minha morte e me deixando um pouco de lado para saber o que
fazer. Procurar um começo para o fim de um amor que já foi eterno.
