Fim.
A pureza se esgotou, não há
resquício de algo que um dia chamaram de amor. Não contam mais os dias que
estão juntos, nem a última vez que eles estiveram juntos por estar, são
momentos que passam obrigados. A paixão se foi, mas nem ele e nem ela sabe
como.
Ele quer se sentir vivo, pois nesse
momento só existe a frieza de uma certa razão eloquente, seus sentimentos se
esgotaram, precisa de uma calmaria para se redescobrir. Quem será ele nos
próximos minutos?
Ela não quer se sentir viva ou
morta, quer apenas estar com ele. Mesmo que isso seja chorando ou sorrindo. Ela
pensa que seu amor é grande demais para ser jogado dessa forma e por isso luta,
mesmo sabendo que essa batalha já foi perdida. Medo de seguir sua vida ou
fraqueza?
Ele tenta terminar, ela insiste. Ele
some, ela o acha. Ela o beija, ele se esquiva. Ela pergunta… o silêncio surge e
ali se instala. Não existe diálogo, existe quebra de um silêncio que leva
embora o amor a cada segundo.
Ambos
não sabem o que fazer. Um por não ter coragem e o outro para não haver
sofrimento. Mas eles sabem que o “eu te amo” é dito como um “adeus”, frase
decorada.
Não existe a espontaneidade do amor
e o que ficou foi uma velha rotina, sem sentimentos ou uma renovação.
E, nesse momento, renovar é dizer
“adeus”. Dessa forma, poderá haver pelo menos um respeito mútuo, já que o resto
foi levado por discussões, fraquezas e indecisões de ambas as partes.
A paixão se foi em algum momento
daquela história. Mas nem ela, ele ou esse narrador sabem o motivo. Para mim, a
paixão começou de um jeito inesperado e terminou da mesma forma: sem saberem
como.
Início?
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