Menina ou menino?


         Tá aí, uma das curiosidades que mais torturam os pais no começo da gravidez: qual será o sexo do bebê? Porque, sem isso, você não pode decidir nome, não dá para ficar comprando muitas roupinhas e nem decorar o quarto. Você fica em um impasse, apenas em suposições.
         E o mais engraçado são as teorias das tias para descobrir o sexo. Existe contagem do dia que a “cegonha plantou a sementinha”, nesse caso eu sou a cegonha, para quem não entendeu. Existe a influência da lua, o que me deixa com raiva porque parece que você não pode fazer nada se não estiver na lua certa. Borra de café, se o galo cantou às 9 da manhã ou às 7, se o anel gira, sentar em uma almofada que tenha uma tesoura e a mais estranha, o formato da barriga. Caramba! Por que uma barriga pontuda vai dizer que é menino? Não sei, me dá preguiça dessas superstições.


         No caso do meu bebê, eu não precisei de nenhuma simpatia. Meu coração paterno (Lembra que eu disse que os pais desenvolvem poderes? Esse é um deles... Melhor do que instinto de mãe, JURO!) sempre dizia que eu seria papai de uma menina, mas infelizmente eu estava sozinho nessa. As tias, os amigos e os outros familiares, a MAIORIA, dizia que seria um menino. Até a Gabi, mãe da Clarice (soltei um spoiler), dizia que estávamos esperando um garoto, ela tinha total certeza disso. Como eles chegaram nessa conclusão? As simpatias que eu te disse no começo do texto, misturado com poderes sensitivos (dar os números da loteria, ninguém quer, né?).


         Acreditam que eu e a minha mulher fizemos uma aposta? Se fosse menina, eu ganharia uma despedida de solteiro, se fosse menino, ela ganharia... Sim, fazemos apostas bizarras. A parada tinha ficado tão séria, que agora uma noitada de muita put... reza e sucos de melancia dependia do meu baby.
         Mas todas essas piras doidas seriam desmitificadas com a famosa ultrassom. No dia eu já estava até meio desacreditado e me acostumando com a ideia que seria um menino, mas o universo me provou que devemos acreditar até os últimos segundos, pois quando a médica fez um suspense, o que eu odiei, e disse: Parabéns, vocês terão uma menina. Eu falei: TOMAAAAAA! VIU? VOCÊS DESACREDITAM NO PAPAI AQUI, TOMA, TOMA!
         Mentira, eu apenas senti algo tão forte que comecei a chorar de felicidade e orgulho, fiquei repetindo “é uma menina” por uns 5 minutos e liguei para todo mundo só para dar essa novidade... Ali, a Clarice me deu o primeiro motivo de orgulho e as primeiras lágrimas de felicidade, de brinde ganhei uma despedida de solteiro. Obrigado, minha pequena, por liberar uma noitada de ham... ham... vídeo game.