Pai ou super herói?



        E ae, seus lindos! Muita gente (3 pessoas) pediu para eu começar a escrever tipo um diário sobre ser pai, eu achei a ideia muito bacana e aceitei o desafio. Tentarei postar, no mínimo, duas vezes por semana, pois, olha, ser pai de primeira viagem é ter novidade todos os dias! Muito obrigado pelo apoio de todos, e ajude o blog a crescer comentando e divulgando! Bora para o primeiro texto da coluna Papai jovem?



Pai ou super herói?

       Eu não sei explicar direito o que é ser pai, mas eu estou me sentindo como um cara normal que de um dia para o outro acontece algo surreal e ele ganha superpoderes. Porém, diferente de soltar teias pelas mãos ou soltar fogo (poderes bem legais para usar contra pessoas chatas), você ganha o poder infinito de amor. Eu nunca acreditei que eu fosse amar algo que eu nunca vi. Sério, eu sou o pai bobo que se emociona por qualquer coisa. Aliás, esse é o defeito do meu poder, eu viro um babaca aos olhos das pessoas, pois é meio bizarro pensar em um cara que conversa com uma barriga, usando vozes estranhas. Meio que perdi a vergonha de fazer isso em público. Imagina eu bêbado?
        Fico pior ainda, as duas vezes que fiquei “alegre” eu gravei vídeos futuro pra Clarice, dizendo sobre o meu amor por ela, a bebida que eu tomei e, claro, alguma reclamação da mãe dela (desculpa Gabi, mas eu preciso trazer a Clarice pro meu lado).
         Brincadeiras à parte, eu não sei o momento que tudo se transformou dentro de mim e eu comecei a ter esse sentimento, a ter uma maior sensibilidade ou acordar todos os dias sorrindo, mesmo sabendo que terei de trabalhar e pagar contas. O que posso dizer é que eu me toquei de tudo isso quando eu a vi na ecografia e descobri que aquela coisinha pequenininha era uma menina. Ali,desabei de chorar de alegria. Naquele momento, vi que o pai nasce antes do bebê. Pai nasce quando descobre que todas as preocupações e ambições são banais, porque tudo que importa está ali na barriga da mamãe nadando sem parar. E esse amor cada dia cresce mais rápido, da mesma forma que ela cresce.
        É, serei pai, ou melhor, um super-herói que entregará todos os meus melhores sentimentos para a minha filha. A minha kryptonita? Ela falar “papai, eu te amo”. Meu vilão? Todos os homens que olharem com interesse para a minha filha, mas, calma, eu tenho alguns anos para aprender todas as lutas e dominar a arte das armas... Aguardem!