O Oscar de melhor filme vai para: a ecografia da minha filha


Antes de descobrir que eu seria pai, eu olhava ecografias dos futuros filhos dos meus amigos e parentes e pensava comigo mesmo: “Que coisa sem graça!”. Eu não entendia bulhufas (Quem fala bulhufas? Pqp, tô virando pai) e achava que todos os bebês eram iguais ao outro.

         “O que é aquilo? A cabeça ou o joelho do bebê?”, “Como esses pais conseguem achar bonito algo que não parece nada?”, mas o pior era vê-los perguntando pra mim: “Você acha ele parecido com quem?”. CARAMBA! Não me foda... não me coloque em um beco sem saída, vou lá saber com quem essa “coisinha” da ecografia parece?! Já sei! Parece com aqueles fantasmas que aparecem em fotos (isso era o que eu queria dizer).
         Mas, na verdade, eu falava: “Meu deus, que bebê lindo! Eu acho que o nariz parece com o seu, Maria, e esses pezões (3 cm de pé) não me enganam, não, é seu, Carlos! (Tadinho, às vezes ele nem é o pai da criança... Tenho dó de você, nome fictício Carlos).
         Mas aí, conforme aquela lei de algum cara que não sei quem, “tudo que vai, volta” fui ver a primeira da ecografia da minha filha. Pronto, tinha entendido todos aqueles pais (incluo você Carlos, pai é quem cria). Acredita que eu me emocionei quando vi aquele serzinho se mexendo que nem uma doida na barriga? E não foi só na primeira eco, eu me emocionei em todas até agora.
         Não tem como olhar a Clarice e não ficar pensando que eu a fiz (fui eu, né Gabi?); ver os pezinhos dela, os dedinhos que ainda estão se formando, o narizinho, a boquinha... Só de lembrar eu começo a me emoci... Droga, entrou alguma coisa no meu olho que está fazendo eu piscar (e chorar). Dá vontade de ficar dando dinheiro pro médico para ele não parar de mostrar. (Analogia para os homens que não são pais: é como se o médico fosse uma stripper e você quer que ele mostre cada vez mais, é tipo esse o vício). Desculpa mães, por essa comparação, mas é que esses homens nunca entendem... Prossigamos.


         E o coração batendo? Tudo bem que parece que ela terá um infarto de tão rápido que bate, mas ao saber que existe uma vida naquela barriga, fruto de um amor, é fantástico. Escutaria no repeat do meu ipod o dia inteiro sem enjoar. Após ter assistido a minha filha se mexendo e depois de ficar revendo em casa, tenho total certeza de que a ecografia da Clarice ganharia o Oscar nas categorias de Melhor Filme e de Melhor Atriz. Só não inscrevo esse filme para não humilhar Woody Allen!
         Também existiu a discussão de ver quem a Clarice se parece... Quando fizemos a 4D (são imagens bem detalhadas do bebê, irei explicar em um outro texto) isso quase se tornou uma grande DR, pois começamos (a grávida e eu) a analisar cada pedacinho da nossa filha e puxar a sardinha para o lado que interessava. A Gabi chegou a pegar fotos dela quando criança para comprovar, mas foi em vão, todos falaram que ela será parecida comigo! Mais uma vez eu repito: “TURN DOWN FOR WHAT! TOOOOOOOOOOOOOMA”.
         Por um lado deve ser triste ficar 9 meses carregando um bebê na barriga para ela nascer a cara do pai! Mas você vai superar isso, principalmente se ela nascer de olho claro. E, amor, eu torço que por dentro ela seja parecida com você, um coração enorme e lindo pelo qual me apaixonei! (Pronto, agora conquistei)
Próxima semana tem muito mais aqui no Papai Jovem!

PS¹: Não existe nenhum Carlos, ok? Nada de teorias da conspiração.

PS²: Divulgue para seus amigos que já foram “grávidos” e ajude o blog a crescer, preciso pagar as fraldas da Clarice!