Dê
o play e deixe as lembranças e emoções virem <3
É para ser assim. Eu de frente para você, ofegante depois de tentar bater o recorde de maior tempo beijando a sua boca, dando risada das mentiras que eu te contei no começo do relacionamento só para a impressionar um pouco mais. Tudo por conta daquele medo do tipo “muita areia pro meu caminhãozinho”. Acho que para amor eu sempre fui do tipo que gostou de ter o que eu nunca poderia, porque, sei lá, era mais excitante.
Depois que consegui te conquistar,
foram tantas histórias, tantas coisas compartilhadas, tantas brigas que,
confesso, muitas vezes parecia ser o veredito que nosso relacionamento ia
acabar... Mas nunca deixei isso acontecer. Eu ia a sua casa e te surpreendia
mostrando um novo começo, um novo tentar – nosso amor sempre se reciclou e se
adaptou com o que tínhamos.
Somos privilegiados, são poucos os que
possuem o que temos. Ter a sorte de um amor, não tranquilo igual aquela música
chata, somente um amor. E damos valor a isso, sabe, já passamos por histórias
que se tornaram filmes de terror nas nossas cabeças, por isso vemos que esse
relacionamento é o ideal. Eu sempre estarei, aqui, querendo um pouco mais, não
de você, porém, mais desse amor.
Nós parecemos aqueles namorados com
menos de três meses. Apaixonados. Corações abertos. Sorrisos leves. Ninguém acreditaria
se eu falasse que a nossa história já dura mais de 7 anos. Em alguns
relacionamentos, tem uma hora que os envolvidos cansam de amar e o que passa a
prevalecer é o companheirismo, mas não conosco. Sei lá como conseguimos isso, mas
muitos nos invejam por não ter o mesmo.
E agora, neste exato momento, o que me
resta é olhar para os seus olhos de coruja, te relembrar todos esses
acontecimentos, tudo que houve de bom desde o momento que decidimos estar um ao
lado do outro e te falar todo o meu sentimento. Dar um pequeno beijo nessa boca
que se encaixa perfeitamente na minha, olhar para os lados para ver se tem
alguém por perto, pois eu sou tímido, pedir pra você fechar os olhos, pegar uma
caixinha preta que estava guardada no meu bolso há pelo menos dois meses, me
aproximar do seu ouvido e, cochichando, te dizer: “Obrigado por me ensinar a
viver. Quer casar comigo?”. Você se desmorona, abre os olhos e não consegue ter
uma reação plausível; poucos que amam e passaram por isso vai entender. Começa
a dizer desesperadamente sim, dá um abraço desajeitado, pois não sabe o que fazer
primeiro: se me beija, abraça, diz que me ama, ou se já disse “sim” o
suficiente.
Pronto. A partir daí o amor deu mais um
passo, o coração se preencheu um pouquinho mais, as mãos brilharão como nunca,
os sorrisos serão mais largos. E o universo que nós construímos começa a ficar
mais concreto, próximo da realidade, do que nós sonhamos, porque isso nem sempre
é a realidade de todos. Pelo menos, era o que eu queria... Era para ser assim.

