Tempo.
O tempo é fagulha que se perde no
piscar dos olhos e você não pode fazer nada para voltar ao que era ou ao que se
passou. Não é possível recriar situações para possuir as mesmas sensações. O ar
do outro dia é diferente, o clima já não é tão quente e você já não é mais o
mesmo em 24 horas. Por isso, não queira voltar para o passado, faça acontecer
no presente.
O tempo está em nós, ele se encontra em
tudo que respira, se move ou que possui algum impulso, e os que mais se afetam
são os que possuem apenas o último ímpeto e não conseguem escutar o que a alma
realmente quer dizer, pois são os que perdem tempo tentando consertar erros e
não querem enxergar a vida.
Às vezes, a insistência da alma também
é o atraso do tempo. “É ele, ele é o amor da minha vida.”, será que isso não é
insistir no erro, enquanto o seu acerto te procura? Imagine quantas
oportunidades de sorrisos perdemos com pessoas que não dão valor ao relógio que
não para por você estar sofrendo.
Quanto custa os seus segundos? Para
mim, valem muito. São os momentos que eu mais levo comigo. O segundo que eu
percebi que era amor, o primeiro segundo do sorriso de gratidão, a primeira vez
que senti a solidão mesmo com todas aquelas pessoas ao meu redor, os segundos
daquele telefonema que me disse que ela havia falecido. Esse flagelo de tempo,
foram segundos que se transformaram em anos e ficarão guardados na minha alma.
Já perdi muito da minha vida sem saber
o valor de tudo isso que eu escrevi, de achar que um dia eu poderia recuperar
todo o tempo desperdiçado, que viver sem consequência era bom e que eu poderia
insistir em erros. Por ironia, só o tempo foi capaz de me amadurecer e me fazer
entender a preciosidade dele. Hoje eu não tenho hora para perder com quem não
sabe viver. Dou prioridade a tudo que me acrescenta, que me inspira ou que me
move. Se não for assim, a única coisa que sentirei falta será do tempo que não volta
mais.

