Não quero nenhum começo a mais, mesmo que
isto seja um sinal do fim. Eu quero tentar, eu quero lutar por nós, pelo meu
sentimento, por esta sensação que eu chamo de amor. Já passamos por muitas
lágrimas, sorrisos, sonhos e brigas pela última bolacha. Agora estamos aqui
frente a frente, nos observando. Com luz baixa, encostados em uma parede de
tijolos gelada, com um vento cansado batendo em nossos rostos e lágrimas presas
em nossos olhos.
O que faremos? Não sei. A minha vontade é
falar “foda-se o agora. Vamos fugir para o primeiro lugar que vier na nossa
cabeça e abandonar tudo que nos deixe estressado” e ir com você. Mas, esta
opção nunca existe nesses momentos.
Não tem o que falar, o que podemos dizer um
ao outro é “vamos lutar, nós ainda acreditamos”, ter um abraço, um beijo
delicado que está com medo de mau hálito e só. Tudo isso representa a nossa
força. Eu sei que é difícil, que é sufocante. Mas, vamos lá. Trocaremos o café
com leite por um cappuccino ou adicionaremos um chantilly para ter outro sabor.
Falo tudo isso, porque eu vejo um futuro feliz com nós juntos, sorrindo e passando por momentos piores que esses. Trocando conhecimento, discutindo quem vai lavar o banheiro e relembrando nossas histórias – daquelas que repetimos milhares de vezes, porém, sempre tem algo a mais para acrescentar. Eu acredito. Em mim. Em você. Em nós.
Falo tudo isso, porque eu vejo um futuro feliz com nós juntos, sorrindo e passando por momentos piores que esses. Trocando conhecimento, discutindo quem vai lavar o banheiro e relembrando nossas histórias – daquelas que repetimos milhares de vezes, porém, sempre tem algo a mais para acrescentar. Eu acredito. Em mim. Em você. Em nós.
