Eu
escrevi. Apaguei. Reescrevi. Leia rápido, antes que eu desista.
Era
para ser aos poucos, nós nunca nos chamamos de namorados, nem trocamos nossos
status. Nunca foi sério, mas sempre foi verdadeiro. Com deslizes. Meu deslize
com medo de ser feliz. Nosso amor ficou em suspensão, não se concretizou. Por
isso nós temos carinhos um pelo outro, a distância impede nossa ligação e o que
sobra é a preocupação e a procura pelo outro. Mas isso é pouco.
O
nosso amor foi interrompido e nós não criamos um desfecho, nem do tipo tragédia
grega. Criamos uma relação de ódio um pelo outro, mas nós dois sabemos que o
amor e o ódio são filhos da mesma mãe. Por isso, muitas vezes, eu quero te
acordar na madrugada, como antigamente, e dedilhar uma música leve pra você
ouvir ou discutir sobre uma pintura daquele museu que tanto amamos.
É
difícil não te ver, não poder, não falar. Não te amar. Nossa história é cada
dia mais incompleta e isso a torna incompreensível com um sentimento bizarro
que curtimos e aprendemos a lidar, mas nós dois sabemos que ainda possuímos um
amor para se concretizar.
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