Se tem algo que pode acalmar a minha ansiedade
de ver a minha pequena é senti-la se mexer dentro da mamãe, e, olha, a menina
gosta de fazer isso! Às vezes ela dá cada chute que fico pensando se isso é
amor ou ódio dos pais (espero não levar um chute desses na adolescência dela).
O momento que ela gosta de mostrar suas habilidades de ginástica rítmica é no período
da noite, mais especificamente, quando vamos dormir (os pais piram sabendo que
ela passa o dia dormindo e a noite acordada). Claro que eu, como bom papai
babão vou conversar com a minha filha.
Teve um dia que esse momento foi
incrível, acho que foi a primeira vez que eu e ela tivemos uma conversa de
verdade (mal sabe a Clarice que esse é só começo, teremos muitos papos e alguns
serão beeem chatos). Perguntei como ela estava (usando aquela voz estranha que
cada um tem para falar com bebês e cães), ela me respondeu com um chute que
queria dizer que estava tranquila (caraca, coitada da mãe do cara que criou o
código morse), e assim fomos batendo um papo cabeça com o pai choran... Digo,
com a lente de contato incomodando.
Aí, no fim, eu disse que a amava e a
menina deu um baita chute como quem diz: “Também te amo papai mais lindo do
universo! Estou louca de vontade de ficar abraçada com você, brincando e rindo.”
(Minha interpretação). Isso me fez dormir superfeliz. Porém, eu ainda tinha que
tirar uma dúvida, algo que me intrigava desde o começo da gravidez e só ela
poderia esclarecer, criei coragem e perguntei:
Você gosta mais de
Beatles ou de sertanejo?
Houve um silêncio, nada de chutinho,
mais uma vez eu perguntei, calmo:
Filha pelo amor de
Deus, Beatles ou sertanejo?
Nada dela responder. Perguntei mais
algumas vezes, mas acho que ela cansou desse velho com perguntas bobas, não
queria perder o tempo precioso com isso. Talvez, ela tenha feito um mistério (minha
filha mesmo) e só irá me responder ao vivo e em cores com um sorrisinho
inocente. O que me serve de consolo é que ela fica muito agitada quando eu toco
Beatles no violão (não sei se é agitada do tipo “Pai, para que você não sabe
cantar” ou é “Toca Raul e não essa coisa de velho”). Por favor, filha... pense
com carinho no seu gosto musical, é só isso que peço. Juro que não me importo
sobre a sua escolha profissional, apenas o tipo de música que irá ouvir.
PS: Divulgue nas suas redes sociais e para seus amigos que já foram “grávidos”, assim você ajuda o blog a crescer, preciso pagar as fraldas da Clarice!
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