Hoje
de manhã, Clarice e eu tivemos um daqueles momentos mágicos entre pai e filha.
Ela estava deitada na nossa cama fazendo escândalo de chorar (Galvão Bueno
teria inveja do fôlego do meu bebê), a mãe já estava quase desistindo, tentando
descobrir o que a Clarice queria, Batman arregou, Goku achou mais fácil procurar
as esferas do dragão, o mundo já tinha perdido todas as suas forças quando, de
repente...
Tcharaaaaaaaaaaaaaam (isso foi um som de
surpresa)! Surge eu para acalmá-la (meio que na função você é a última
esperança para ela ficar quietinha, ou seja, o herói do dia). Quando ela
percebeu esse pai moreno legal e superamigo, ela parou tudo que estava fazendo
e começou a me encarar.
Na
hora, eu comecei a me emocionar (desta vez só brilharam os olhos, porque nunca
fui de chorar, hunf) e não quis falar nada, pois aquele silêncio dizia tudo:
Clarice estava reconhecendo o seu pai. A testa franzida claramente me dizia que
ela estava pensando o quanto me amava e o quanto eu era especial. Parecia que
começava a tocar uma música linda no fundo, dando mais poesia para o momento.
Quando
fui segurar a mão dela para agradecer, BRUUUUM, um mega peido. (Não se engane,
bebês são fofos, mas eles peidam). Logo depois, mais um BRUUUM, mas dessa vez
veio dejetos juntos. Pronto, o clima havia acabado, ela virou o rosto para o
outro lado e dormiu. Chamei a mãe para trocar a fralda, porque, né, o papai
aqui já tinha feito o mais difícil, que era acalmar o bebê.
A
conclusão que eu tirei do nosso momento é: aquilo que eu pensei ser amor não
passava de uma maneira poética de fazer cocô. Papai ficou desolado após esse
fato, mas assim que ela acordou me deu um sorrisão que me alegrou e me deixou
ainda mais bobo.
