E
se eu pedisse uma volta, uma chance de sermos o que éramos ou corrermos atrás
da nossa felicidade, o que você diria?
Eu
estou aqui, trancado no meu quarto, assistindo algo nessa televisão que nunca
tem nada de bom, pensando em qual parque nós dois estaríamos nesse exato
momento ou no filme bobo que assistiríamos sábado à noite. Estou com vontade de
você. Minto, eu quero você. Vontades são passageiras, isso eu não quero, não
mais.
Eu
meio que sinto a sua falta e estou disposto a deixar o orgulho de lado para
falar isso olhando nos seus lindos olhos e pedir por mais um pouco da minha história
entrelaçada com a sua. Cara de pau a minha? Com certeza. Mas não fui capaz de
viver sem ter você junto a mim e por isso estou aqui, querendo sonhar ao seu
lado, pensar em um futuro onde não existe você longe de mim. Durante esse tempo
não teve ninguém que eu me senti a vontade de dividir essas coisas, você era
única. É única. Sou um grande idiota por só perceber isso tarde demais.
Fui
egoísta ao terminar, pensando que estávamos saturados, que não era isso que eu
queria. Não pensei em nenhum momento na sua visão, não te dei oportunidade para
falar ou para me convencer que eu estava sendo louco. Sumi, simplesmente sumi
e, sim, agora eu volto, depois de seis meses e três dias. Continuo louco, um
pouco mais coerente, mas ainda sofro da eloquência. Sei que é difícil te
convencer, mas eu a amo e estou disposto a continuar nossa história, de
conquistar você em sorrisos, livros e beijos.
Farei
o impossível para te ter, pois me bateu saudade, um desejo de rotina com quem
eu amo, uma vontade de nos imaginar, uma carência dos seus abraços, de relembrar
as marcas de suas unhas vermelhas na minha pele, de esquentar o seu corpo no
frio de verão e de arrancar risos da mulher que um dia eu deixe escapar —infelizmente.

