Menos poesia, mais sexo


     É de sexo que preciso, é fazer amor com sacanagem, transar ou, sei lá, qualquer outra forma que você goste de ouvir. Não importa o pronunciar, o importante é ter. Ser livre para “me ter”. Isso é liberdade. É plenitude. É minha alma conversando com meu corpo. É putaria poética.

     É tão gostoso, é o meu momento mais egoísta com o mundo. Ali, eu não quero pensar no trabalho, em mudar o planeta ou no que preciso fazer amanhã. Sexo é para mim, não para o outro. Sou eu no controle de tudo, e não me venha com puritanismo, nós sabemos que o que mais importa é a autossatisfação. Não somos felizes quando não gozamos, quando o outro se cansa ou empata a foda, queremos apenas sair ganhando.


     Sexo é bom para combustão da paixão, para fazer as pazes depois da briga, para impedir guerra ou se fazer poesia, para um ranking mental do sexo mais gostoso, para conhecer o outro e para se conhecer. Transar é respirar pelos poros o amor.
      Que seja feito em lugares públicos, no elevador, na cama, no meu sofá e na pia do banheiro, com o Kama Sutra decorado ou fazendo o básico. Com amor, sem amor, tapas ou carinhos. Com beijo na boca ou amordaçado. É selvagem? Amo. É romântico? Amo. Não importa, quero apenas sexo. Uma, duas, três ou quatro vezes! Só parar quando minhas pernas tremerem e minha respiração for maior que o seu gemido. Aí, sim, darei o silêncio que a minha alma pede. Depois disso, por favor, sem filosofia ou acreditar em destino ou no encontro da minha vida com a sua, só deixe eu virar para o lado e dormir.