Um guarda-chuva e dois corações


Chovia, havia um guarda-chuva pequeno, duas pessoas procurando alguém para se proteger das gotas cheias de vida e no fundo uma sonoplastia feita pela sinfonia urbana. Nos encontramos e entrelaçamos os nossos braços, foi aí que eu percebi seus olhos da cor do amor. Juntos? Sim. Somos uma fortaleza? Sim. Enfrentaremos barreiras, poças d’água, crises e carros querendo encharcar as melhores roupas deste nosso primeiro encontro. Andaremos sem pressa, falaremos da vida, da infância e do bolo de fubá que a sua vó faz. Não será nada mal caminhar com pausas, respiros e seus risos quase infantis.

“É... Sei que é cedo para pedir algo, mas vamos fazer uma promessa?”
Teremos nossas brigas e deixaremos nos molhar para lavarmos as almas, mas além disso não deixaremos nem uma gota influenciar o pequeno universo que se instaurou nessa área de 1m². Que a chuva seja apenas um pretexto para tirarmos as nossas roupas e ter o meu coração dançando ao ritmo do seu.
Quero que esse momento seja registrado como uma foto, daquelas espontâneas, que a gente olha e não acha defeito. E, ao final do dia, que haja um abraço em frente à sua casa, com você nas pontas dos pés, como uma bailarina no ápice da sua dança que se entrega a música. Esse será o momento mais aguardado do dia chuvoso, a concretização da nossa paixão.
Ter um guarda-chuva aberto para dividir com você é desejar que o mundo se inunde de água e do nosso amor.